sábado, 21 de fevereiro de 2015

COMO FUNCIONA O ENCONTRO ON LINE?



Pela Internet são possíveis encontros virtuais com um(a) psicólogo(a) através de email, Chats e Videoconferência (cara a cara) . A técnica mais utilizada é o Aconselhamento E-mail. Este encontro virtual funciona como um ping-pong verbal entre dois Infoanalistas : Infoanalista 1(VC) e Infoanalista 2 (EU) que vão trocando Emails . No projeto inicial são 14 e-mails. Sete e-mails seus e sete e-mails meus. O tempo de resposta entre médio entre as partes é de 24 a 72 hs.
Há dois meses atrás por exemplo, uma pessoa me enviou um e-mail com um sonho interessantíssimo : " - Uma vez. Na época eu estava trocando e-mails com minha namorada. Uma noite, sonhei que enderecei um e-mail para ela e meu e-mail tinha asas, ele voava numa velocidade espantosa num espaço congestionado de fios, vozes de várias línguas, cores. Senti uma certa angústia, porque temi que ele não chegasse a tempo no destino. Só fui ficar tranqüila, de verdade, quando recebi realmente a resposta..."
Diariamente tenho recebido e-mails de homens e mulheres adultos e alguns adolescentes. Profissionais de diversas áreas e atividades econômicas. Boa parte destas pessoas já estiveram "cara a cara " com um(a) psicólogo(a), outros nunca tiveram interesse ou oportunidades. Para concluir o artigo, mas não para concluir o tema, uma pergunta para pensarmos juntos a resposta correta : - O futuro da Análise no século XXI é online?

sexta-feira, 2 de março de 2012

ASSÉDIO MORAL UMA QUESTÃO PSICOLÓGICA QUE GERA DANOS E DIREITOS



No ambiente de trabalho, o assédio pode ocorrer tanto ente chefia e funcionários, como também entre colegas de trabalho (imagem: Thinkstock)


Cláudia, arquiteta jovem, vistosa e inteligente saiu da sala de Regina, sua gerente, mais uma vez, arrasada. Sentia-se mal, humilhada e frustrada. Olhando para o computador, tentava sem sucesso se concentrar no projeto. As palavras de Regina ecoavam em sua mente como se fossem chicotadas, com a fala mansa, feição de ternura e tom de sarcasmo, ela dizia "puxa, mas acho que você é incompetente mesmo... Outro erro! Você já pensou em mudar de área? Porque acho que você deve estar no lugar errado! Não presta atenção, vive errando... tá difícil... acho que... sei lá... falta talento, alguma coisa falta aí! Acho que deveria perder menos tempo escovando esse cabelo e começar a prestar mais atenção no trabalho, senão vai ser difícil!". Cláudia não sabia como lidar com Regina.
Sua vida tornara-se um inferno desde que Regina assumiu a gerência. Não sabe exatamente quando tudo isso começou, mas informações importantes dos projetos pararam de chegar à Cláudia, e quando perguntava, Regina respondia sarcasticamente: "ué, se você não sabe, sou eu quem tem de saber?". Na tentativa de entregar os projetos no prazo, Cláudia concluía o trabalho com as informações que tinha em mãos. Mas aí vinham os erros. Cláudia desconfiava que Regina escondia informações importantes para induzi-la ao erro. Percebia também que, ao apontar erros, Regina sempre fazia algum comentário maldoso referente à sua inteligência e beleza.


Cláudia tentou conversar com Maurício, o diretor, mas ele argumentou que talvez ela, Cláudia, estivesse estressada e por isso se melindrava por pouco. Cláudia desistiu de lutar, passou a se sentir desanimada, não conseguia apoio da empresa, mas precisava do dinheiro. Passou a duvidar de si mesma, talvez eles tivessem razão, talvez ela não tivesse talento e fosse uma menina bonita, mimada e burra. Mais tarde, Cláudia pediu afastamento. Diagnóstico: depressão.



O assédio moral no trabalho se caracteriza pela exposição do colaborador a situações humilhantes e constrangedoras, de forma repetitiva e prolongada durante a jornada de trabalho, causando um efeito devastador na auto-estima da vítima. Tal violência psicológica causa danos à saúde mental e física não apenas à vítima da agressão, como também dos colegas de trabalho que testemunham os fatos, destruindo o bom clima organizacional, diminuindo a produtividade dos funcionários, e aumentando os índices de absenteísmo e rotatividade.


No ambiente de trabalho, o assédio pode ocorrer tanto ente chefia e funcionários, como também entre colegas de trabalho. O assédio pode se dar em forma de abuso de poder ou manipulação perversa. Entre as "manobras perversas" pode-se citar o isolamento da vítima, desqualificação, vexação, indução ao erro, assédio sexual, recusa da comunicação direta.

É importante enfatizar que para ser considerado assédio moral é preciso que o abuso de poder seja feito de forma repetitiva e prolongada, configurando a relação de perversidade no ambiente de trabalho. Nem sempre o abuso é feito por meio de xingos e insultos. Ao contrário, este não é um conflito aberto e declarado. Por isso, não raras vezes, apresenta-se mascarada de ternura e bem querer, envolto por um clima glacial.


Muitas pessoas desistem de entrar com a ação por assédio moral por temerem perder o emprego ou ficarem "manchados" na sua área de atuação. A necessidade de haver testemunhas que comprovem o assédio também dificulta o processo, pois os colegas de trabalho também temem perder o emprego.



O melhor caminho rumo à repressão do assédio moral é sempre a prevenção. O assédio se instala nas organizações quando a vítima não é ouvida e o diálogo é impossível. Prevenir significa criar políticas que facilitem o diálogo e a comunicação verdadeira, o que inclui a educação dos gestores ensinando-os a lidar com tais questões levando em conta a natureza humana.


sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

ENFRENTANDO OS TRAUMAS E CURANDO AS DOENÇAS PSICOSSOMÁTICAS




Todos os traumas, de uma forma ou de outra, estão ligados à violência que é cometida contra o ser humano de forma sutil e silenciosa.

Um trauma psicológico decorre de uma experiência dolorosa que, por não se suportar ou por se encarar com dificuldade, decide esconder-se na memória, é aquilo que a mente procura esconder, porém é sistematicamente exposto pelos comportamentos, pelas verbalizações, pela postura e, várias vezes, pela patologia de órgãos e sistemas do corpo humano.

A maneira como enfrentamos nossos traumas, as rejeições, decepções, erros, perdas, sentimentos de culpa, conflitos nos relacionamentos, críticas e crises profissionais, pode gerar maturidade ou angústia, segurança ou traumas, líderes ou vítimas. Algumas pessoas conseguem livrar-se de eventos traumáticos melhor do que outros.

Os traumas psíquicos podem ter consequências nas várias etapas da existência humana. Um trauma psicológico é algo que não deixa marcas físicas expostas no corpo ou que podem ser vistas através de algum exame, porém, suas consequências podem tomar dimensões significativas, prejudicando não só a infância, como a adolescência e vida adulta do sujeito.

Os bebês e crianças são mais vulneráveis aos traumas psicológicos, às vezes não lembrados na vida adulta. As emoções e sensações desagradáveis podem ficar fragmentadas e sem um elemento narrativo, caracterizando uma resposta dissociativa com desdobramentos ao longo da vida.

Cada vez mais psicólogos são procurados nos consultório por pacientes que apresentam um relevante grau de regressão. como podem ser aqueles predominantemente borderline, portadores de algum tipo de perversão ou psicopatia, transtornos narcisistas da personalidade, somatizadores, deprimidos graves, transtornos da autoestima, transtornos do sentimento de identidade, muitos pacientes também chegam à psicoterapia com embotamento emocional [dificuldade em expressar sentimentos], dificuldade de estabelecer vínculos, transtorno afetivo bipolar, distimias, dentre outros, a grande maioria das vezes adoecimento oriundo de traumas psicológicos.

É comum também o paciente chegar aos consultórios médico com pilhas de exames, com resultados normais, e queixando-se dos mais diversos sintomas, muitos casos, geralmente devido a traumas psicológicos estes pacientes produziram doenças psicossomáticas.

Por não conseguir resolver um trauma, um conflito emocional, a mente passa a produzir mecanismos de defesa com o a finalidade de deslocar o trauma, a dificuldade e/ou “ameaça” psíquica para o corpo, produzindo muitas vezes as doenças psicossomáticas.

Ter uma doença psicossomática não significa que a dor e a enfermidade não existam. Pelo contrário, a pessoa realmente está em sofrimento, sente as dores, observa as feridas, as marcas, queda do seu cabelo ou dos pelos de seu corpo, e mesmo não tendo sido diagnosticada uma causa biológica ou orgânica, a pessoa sabe que há algo errado consigo e isso gera muito sofrimento.

A somatização funciona como uma válvula de escape para emoções e sentimentos com os quais o sujeito não consegue lidar, ou seja, o corpo fala aquilo que a mente não consegue elaborar.

Quando as defesas psíquicas não conseguem dissipar os conflitos gerados, sem que ocorra uma descompensação neurótica ou psicótica, surge a doença somática como: Doenças dermatológicas (pele, manchas), respiratórias (asma), cardiológicas, hipertensão arterial, obesidade, gastrite, úlceras, alergias, transtornos sexuais femininos e masculinos, enxaqueca, fibromialgia, síndrome do intestino irritável, síndrome da fadiga crônica, dentre outras.

Fundamentalmente, a fase da vida onde ele ocorre (quanto mais cedo, maior o efeito negativo), a severidade do trauma, o tempo de exposição ao trauma e o número de eventos acontecidos vão determinar a severidade dos danos emocionais causados. Os traumas podem afetar o funcionamento cognitivo, a saúde física e as relações interpessoais.



Somos 100% responsáveis por tudo de ruim que acontece no nosso organismo.

Segundo  Louise L. Hay.:

                                 "Todas as doenças têm origem num estado de não-perdão".



Sempre que estamos doentes, necessitamos descobrir a quem precisamos perdoar.
Quando estamos empacados num certo ponto, significa que precisamos perdoar mais. Pesar, tristeza, raiva e vingança são sentimentos que vieram de um espaço onde não houve perdão. Perdoar dissolve o ressentimento.





A seguir, você vai conhecer uma relação de algumas doenças e suas prováveis causas, elaboradas pela psicóloga Louise. Reflita, vale à pena tentar evitá-las:
 
 
DOENÇAS
CAUSAS


AMIDALITE:
 Emoções reprimidas, criatividade sufocada.
ANOREXIA:
 Ódio ao externo de si mesmo.
APENDICITE:
 Medo da vida. Bloqueio do fluxo do que é bom.
ARTERIOSCLEROSE:
 Resistência. Recusa em ver o bem.
ARTRITE:
 Crítica conservada por longo tempo.
ASMA:
 Sentimento contido, choro reprimido.
BRONQUITE:
 Ambiente familiar inflamado. Gritos, discussões.
CÂNCER:
 Mágoa profunda, tristezas mantidas por muito tempo.
COLESTEROL:
 Medo de aceitar a alegria.
DERRAME:
 Resistência. Rejeição à vida.
DIABETES:
 Tristeza profunda.
DIARRÉIA:
 Medo, rejeição, fuga.
DOR DE CABEÇA:
 Autocrítica, falta de autovalorização.
DOR NOS JOELHOS:
 Medo de recomeçar, medo de seguir em frente.
ENXAQUECA:
 Raiva reprimida. Pessoa perfeccionista.
FIBROMAS:
 Alimentar mágoas causadas pelo parceiro(a).
FRIGIDEZ:
 Medo. Negação do prazer.
GASTRITE:
 Incerteza profunda. Sensação de condenação.
 HEMORRÓIDAS:
 Medo de prazos determinados. Raiva do passado.
HEPATITE:
 Raiva, ódio. Resistência a mudanças.
INSÔNIA:
 Medo, culpa.
LABIRINTITE:
 Medo de não estar no controle.
MENINGITE:
 Tumulto interior. Falta de apoio.
NÓDULOS:
 Ressentimento, frustração. Ego ferido.
PELE (ACNE):
 Individualidade ameaçada. Não aceitar a si mesmo.
PNEUMONIA:
 Desespero. Cansaço da vida.
PRESSÃO ALTA:
 Problema emocional duradouro não resolvido.
 PRESSÃO BAIXA:
 Falta de amor quando criança. Derrotismo.
PRISÃO DE VENTRE:
 Preso ao passado. Medo de não ter dinheiro suficiente.
PULMÕES:
 Medo de absorver a vida.
QUISTOS:
 Alimentar mágoa. Falsa evolução.
RESFRIADOS:
 Confusão mental, desordem, mágoas.
REUMATISMO:
 Sentir-se vitima. Falta de amor. Amargura.
RINITE ALÉRGICA:
 Congestão emocional. Culpa, crença em perseguição.
RINS:
 Medo da crítica, do fracasso, desapontamento.
SINUSITE:
 Irritação com pessoa próxima.
TIREÓIDE:
 Humilhação.
TUMORES:
 Alimentar mágoas. Acumular remorsos.
ÚLCERAS:
 Medo. Crença de não ser bom o bastante.
VARIZES:
 Desencorajamento. Sentir-se sobrecarregado.


  Curioso não?



Por isso vamos tomar cuidado com os nosso sentimentos...
principalmente daqueles, que escondemos de nós. 





'Quem esconde os sentimentos, retarda o crescimento da Alma'
Pense nisso!!!



Leila Sl Ribeiro Uzum

MARCAS SUTIS DA VIDA



Esta semana assisti a um filme que me fez pensar na minha infância e na da maioria das pessoas. O filme chamava-se "Foca Dourada" e se referia à história de uma família que vivia em uma ilha longe de tudo que fizesse menção à palavra civilização, isolaram-se do mundo por dificuldade de convivência.

De tempos em tempos, iam até a cidade na busca de alimentos que trocavam por salmão que havia pescado. A cada ida à cidade tinham a confirmação que deviam viver isolados. A forma de viver das pessoas não condizia com seus princípios de vida, pois estas falavam determinadas coisas e agiam de maneira diferente.

Este casal tinha um filho e ali eram passados comportamentos rígidos do tipo: aqui só se mata o que se come; não há possibilidade de fazer mal a nenhum ser indefeso; o ser humano é no universo a criatura mais importante e merece atenção e respeito e acima de tudo muito amor. E assim viviam com suas lições diárias, onde o filho aprendia e tinha o pai como um herói, mas...
Tem sempre um mas... ali havia também um segredo por trás de toda aquela pregação e eis, então, a primeira marca que iria ser deixada na vida do filho.

O real motivo de morarem em tal ilha era a busca por uma "foca dourada" porque a pele valia muito. Matar esta foca e vender sua pele poderia representar uma vida segura para sempre.

Em um dia de tempestade, o filho se perde, pois uma ponte, a qual fazia uma ligação com uma parte de rochedos, rompe-se e o filho tentando outros caminhos não consegue voltar para casa. O casal se desespera durante toda a noite e, no dia seguinte, sai à procura do filho. O menino havia naquela noite terrível se abrigado em uma caverna e encontrado a tal "foca dourada" que a seu lado tivera um filhote.

No dia seguinte, o filho tenta ir em busca da família e já no encontro com os pais descreve entusiasmado o que ocorrera naquela noite. O pai olha para mãe que também sabia do segredo da busca pela "foca dourada" e pede ao filho que lhe mostre onde está a tal foca de pele dourada raríssima. Chegando ao local, o pai logo pega a arma para matar o animal; o filho desesperado impede o pai de matar o bicho e, em segundos, questiona tudo que o pai havia lhe ensinado. Você está indo contra tudo que me ensinou... que referência de vida posso ter? Você me disse que nunca poderíamos matar o que não fôssemos comer e você vai matá-la para fazer dinheiro. O pai espantado olha para o filho e lhe pergunta como ele sabia que a foca poderia render dinheiro. Ele responde, então, que ouvira comentarem na cidade e que conhecia toda a história da "foca dourada", mas que tinha certeza que, por tudo que havia aprendido, o pai agiria de maneira diferente.
No final, o pai acaba junto com o filho protegendo o animal do ataque de outros caçadores, mas quase que aqui se instalou uma marca na vida do filho, caso o pai tivesse matado o animal.

A grande maioria dos problemas de relacionamentos é provocada pelos sentimentos e pelos pensamentos ocultos em nosso subconsciente. Esses pensamentos e sentimentos não resolvidos provocam conflitos em sua vida e estes não permitem que você tenha um relacionamento saudável com outra pessoa. Todas as situações de rejeição, abandono, de dissonância entre verbo e ação, de objetivos não claramente definidos, precisam ser trazidos à luz da consciência. Em outras palavras, é necessário que você cure e elimine as marcas que a vida lhe deixou. Somente assim poderá tornar-se um ser pleno.

Essas marcas que a vida lhe deixou, ou bloqueios, como energeticamente chamamos, quando encarados, perdem a força. Mas, enquanto a pessoa está inconsciente da sua existência, eles detêm o controle e forçam a agir sob a sua influência, mesmo que ela não saiba o que está fazendo e por que. Neste exato momento de não reconhecimento, a negatividade se instala em sua vida, pois passa a crer que o problema é você!

Se neste momento, você se sente só ou em um relacionamento em conflito, tenha absoluta certeza que existe alguma marca em sua vida precisando ser eliminada para que você energeticamente passe a atrair pessoas e situações que possam lhe trazer alegria e felicidade.

A Psicanálise proporciona a eliminação de tais marcas e, por meio dela, nos libertamos para crescer psicologicamente e ser quem verdadeiramente nascemos para ser , vitoriosos.

Sempre que você se sentir triste pelo comportamento de alguém, tenha absoluta certeza que existe alguma marca ou bloqueio em você que precisa ser eliminado.

Este filme também me fez pensar no que recebemos em nossa infância, no bate papo que tive com um amigo de trabalho sobre Psicoembriologia porque, na grande maioria dos casos, as crianças muito raramente recebem suficiente amor maduro e bondade, para resistir aos traumas, eliminar as heranças genéticas e até sobreviveram aos abortos espontâneos, o primeiro teste da vida que ocorre entre o 4 e 5 mês de gestação.
As que sobreviverem com certeza terão mais probabilidades de manifestar a hereditariedade gravado no código genético, portanto continuaram a ansiar por afeto e aceitação durante toda a vida, chorando de maneira inconsciente pelo que não tiveram na infância.
Muitas das situações repetitivas que vivemos no campo afetivo se traduzem na tentativa de reproduzir situações da infância (ou da história de nossos antepassados) que tentamos corrigir.

Quando dois seres inteiros e maduros se encontram promovem uma fusão Divina, onde a satisfação, o êxtase e a felicidade se concretizam, criando novos valores e acima de tudo um crescimento espiritual pleno, onde não há espaço para o sofrimento.

ISSO SÓ OCORRE QUANDO EXISTE AMOR...SÓ ELE TRANSFORMA!

Leila Sl Ribeiro Uzum


terça-feira, 22 de novembro de 2011

MUDE!!!




“Somos feitos de hábitos,
Constituídos por pensamentos
Levados por julgamentos pessoais.
Este somos nós!”

Não queremos mudanças que nos tirem da zona de conforto,
Mesmo que a zona de conforto seja um lixo…
Tem gente que vive numa miséria tão grande e mesmo assim,
Se sente “abençoado” e “quase feliz”.

Quantas pessoas você conhece que vive num relacionamento horroroso?
Cercado (a) de brigas, violências, traições ou apatia geral.
Tem gente que aceita viver no mesmo teto com outra pessoa,
Sem ter um contato além de um “bom dia” ou “boa noite”,
Por comodismo, mesmo odiando a situação.
E não fazem nada para mudar.
Quantos vivem em empregos chatos, que pagam mal, que não tem futuro algum?
Quantos aceitam humilhações de outras pessoas gratuitamente?
Quantos aceitam migalhas que caem ao chão, quando poderiam se fartar?


Mas, por que de tudo isso, por que essa vida “meia-boca”?
Por que certos “templos” estão cheios de pedintes querendo milagres e dando suas ”ofertas” sem pensar?

Porque MUDAR DÓI, EXIGE ESFORÇO, EXIGE MAIS DO QUE VONTADE.
É até para mudar a sua cama de lugar é preciso ESFORÇO, e muitos não querem saber de esforços.

Muitos invejam aquele empresário muito rico com mais de 100 mil empregados, mas poucos, raros, topariam acordar a hora que ele acorda, dormir a hora que ele dorme, enfrentar as dificuldades de seu cargo todos os dias, passar meia hora na pele dele. Agora, o dinheiro dele, se vier sem esforço, quem sabe numa loteria, todos querem…

Então, vivemos de aceitar o “eu quero, mas não consigo”.
Ou: “eu já fiz de tudo, mas não posso parar de fumar, de beber, de fofocar, de perder tempo”…

ACORDA!
Antes que “a CORDA te enforque”. Pois o vício do fumo, da bebida, do sedentarismo, da glutonice, da volúpia, todos eles, MATAM! Consomem o melhor da sua vida, que é mais do que um fardo, é um PRESENTE. A sua vida é para ser vivida com alegria, com prazer, com dedicação.

Não somos feitos para o LIXO.
Mas, muitas vezes, aceitamos o lixo com nossas atitudes e transformamos o nosso espaço em Centro de Coleta de Lixo e todos, sem exceção, atiram-nos suas sacolas de LIXO, porque permitimos com nossos HÁBITOS, que assim o façam.

NÃO BOTE A CULPA DE NADA NA SUA VIDA EM ALGUÉM!
Tudo é sua PERMISSÃO.
A felicidade ou a dor,
a justiça ou injustiça,
a saúde ou a doença.

Para você entender de vez a sua capacidade de influir na sua vida, responda-me:
- Se você fizer exercícios e se alimentar bem todos os dias, como será o seu corpo daqui a um ano?

Vai, faz um esforço, responda mentalmente pelo menos como você estará daqui um ano com uma atitudes dessas, com esses cuidados?

MUDE!
Mude tudo o que te atrapalha, o que te incomoda, por maior que seja o esforço inicial.
Contemple o dia seguinte como um novo tempo, veja-se livre do cigarro, da bebida, da ”mala” que você carrega, do emprego chato que te faz ter taquicardia, da vida enfadonha e medonha que te espera todos os dias.

MUDE!



Só você sabe realmente onde dói, onde a sua dor é mais forte, o que realmente te incomoda.

Se mesmo, assim, depois de ler tudo isso, se ainda assim, achar a sua vida maravilhosa, ou acreditar que não pode vencer qualquer desafio, eu te peço mais uma reflexão:

- Você está dando o seu melhor pela vida?

Que você se encontre, não fique esperando um MILAGRE, mas faça ele acontecer através da sua atitude.

AUTOR: Paulo Roberto Gaefke

domingo, 6 de novembro de 2011

ACEITAÇÃO E REJEIÇÃO DETERMINANTES EMOCIONAIS




Como a criança não sabe o que é felicidade, facilmente identifica-a no divertimento, aquilo que a agrada e a distrai, os jogos que lhe povoam a imaginação.
É na infância que se fixam em profundidade os acontecimentos, aliás, desde antes, na vida intra-uterina, quando o ser faz-se participante do futuro grupo familiar no qual nascerá.
As impressões de aceitação como de rejeição se lhe esculpirão em profundidade, abençoando-o com amor e a segurança ou dilacerando-lhe o sistema emocional, que passará a sofrer os efeitos inconscientes da animosidade de que foi objeto.
Da mesma forma, os acontecimentos à sua volta, direcionados ou não à sua pessoa, exercerão preponderante influência na formação da sua personalidade, tornando-a jovial, extrovertida ou conflitada, depressiva, insegura, em razão do ambiente que lhe plasmou o comportamento.
Essas marcas acompanhá-la-ão até a idade adulta, definindo-lhe a maneira de viver. Tornam-se feridas, quando de natureza perturbadora, que mesmo ao serem cicatrizadas, deixam sinais que somente uma terapia muito cuidadosa consegue anular.
Certamente, essa ocorrência tem lugar com aqueles que se vêm impelidos ao renascimento para reparar pesados compromissos infelizes, retornando ao seio das suas anteriores vitimas que agora os rechaçam, o que é injustificável.
A benção de um filho constitui significativa conquista do ser humano, que se deve utilizar do ensejo para crescer e desenvolver os sentimentos superiores da abnegação e do amor.
Na raiz de muitos conflitos e desequilíbrios juvenis, adultos, e até mesmo ressumando na velhice, as distonias tiveram origem - efeito de causa transada - no período da gestação, posteriormente na infância, quando a figura da mãe dominadora e castradora, assim como do pai negligente, indiferente ou violento, frustrou os anseios de liberdade e de felicidade do ser.
Todos nascem para ser livres e felizes. No entanto, pessoas emocionalmente enfermas, ante o próprio fracasso, transferem para os filhos aquilo que gostariam de conseguir, suas culpas e incapacidades, quando não descarregam todo o insucesso ou insegurança naqueles que vivem sob sua dependência.
Esse infeliz recurso fere o cerne da criança, que se faz pusilânime, a fim de sobreviver ou leva-a a refugiar-se no ensimesmamento, na melancolia,, sentindo-se vazia de afeto e objetivo de vida. Com o tempo, essas feridas pululam, impelindo a atitudes exóticas, a comportamentos instáveis, às fugas para o fumo, a droga, o álcool ou as diversões violentas, mediante as quais extravasam o ressentimento acumulado, ou mergulham no anestésico perigoso da depressão com altos reflexos na conduta sexual, incompleta, insatisfeita, alienadora...
A sociedade terá que atender à infância através de mecanismos próprios, preenchendo os espaços deixados pela ausência do amor na família, na educação escolar, na convivência do grupo, nas oportunidades de desenvolvimento e de auto-afirmação de cada qual.
Para tal mister, torna-se necessário o equilíbrio do adulto, educador formal, que pode funcionar como psicoterapeuta, orientando-o para a compreensão dos valores existenciais e das finalidades da vida.
A compreensão dos direitos alheios e dos próprios deveres, o contributo da fraternidade, a segurança afetiva, a harmonia interior, a compaixão, a lealdade se instalaram no ser, cicatrizando as feridas, à medida que o meio ambiente se transforme para melhor e o afeto dos outros, sincero quão desinteressado, substitua a indiferença habitual.
Qualquer ferida emocional cicatrizada pode reabrir-se de um para outro momento, porquanto não erradicada a causa desencadeadora, os tecidos psicológicos estarão muito frágeis, rompendo-se com facilidade, pela falta de resistência aos impactos enfrentados.
A questão da felicidade, por isso mesmo, é muito relativa. Se a felicidade são os divertimentos, ou é o prazer, eis de fácil aquisição. No entanto, se está radicada na plenitude, muito complexa é a engrenagem que a aciona.
De certo modo, ela somente se expressa em totalidade, quando o artista conclui a obra a que se entrega, o santo ao ministério de amor a que se devota, o cientista realiza a pesquisa exitosa, o pensador atinge com a sua mensagem o mundo que o aguarda, o cidadão comum se sente em paz consigo mesmo... O dar-se, a que se refere o Evangelho, certamente é a melhor metodologia para alcançar-se essa ventura que harmoniza e plenifica.
Toda vez, portanto, que alguém sinta incompletude, insegurança, seja visitado pelos sentimentos inquietadores da insegurança, do medo, da raiva e da inveja injustificáveis, exceção feita aos estados patológicos profundos, as feridas da infância estão ainda abertas ou reabrindo-se, e necessitando com urgência de cicatrização.