sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

ENFRENTANDO OS TRAUMAS E CURANDO AS DOENÇAS PSICOSSOMÁTICAS




Todos os traumas, de uma forma ou de outra, estão ligados à violência que é cometida contra o ser humano de forma sutil e silenciosa.

Um trauma psicológico decorre de uma experiência dolorosa que, por não se suportar ou por se encarar com dificuldade, decide esconder-se na memória, é aquilo que a mente procura esconder, porém é sistematicamente exposto pelos comportamentos, pelas verbalizações, pela postura e, várias vezes, pela patologia de órgãos e sistemas do corpo humano.

A maneira como enfrentamos nossos traumas, as rejeições, decepções, erros, perdas, sentimentos de culpa, conflitos nos relacionamentos, críticas e crises profissionais, pode gerar maturidade ou angústia, segurança ou traumas, líderes ou vítimas. Algumas pessoas conseguem livrar-se de eventos traumáticos melhor do que outros.

Os traumas psíquicos podem ter consequências nas várias etapas da existência humana. Um trauma psicológico é algo que não deixa marcas físicas expostas no corpo ou que podem ser vistas através de algum exame, porém, suas consequências podem tomar dimensões significativas, prejudicando não só a infância, como a adolescência e vida adulta do sujeito.

Os bebês e crianças são mais vulneráveis aos traumas psicológicos, às vezes não lembrados na vida adulta. As emoções e sensações desagradáveis podem ficar fragmentadas e sem um elemento narrativo, caracterizando uma resposta dissociativa com desdobramentos ao longo da vida.

Cada vez mais psicólogos são procurados nos consultório por pacientes que apresentam um relevante grau de regressão. como podem ser aqueles predominantemente borderline, portadores de algum tipo de perversão ou psicopatia, transtornos narcisistas da personalidade, somatizadores, deprimidos graves, transtornos da autoestima, transtornos do sentimento de identidade, muitos pacientes também chegam à psicoterapia com embotamento emocional [dificuldade em expressar sentimentos], dificuldade de estabelecer vínculos, transtorno afetivo bipolar, distimias, dentre outros, a grande maioria das vezes adoecimento oriundo de traumas psicológicos.

É comum também o paciente chegar aos consultórios médico com pilhas de exames, com resultados normais, e queixando-se dos mais diversos sintomas, muitos casos, geralmente devido a traumas psicológicos estes pacientes produziram doenças psicossomáticas.

Por não conseguir resolver um trauma, um conflito emocional, a mente passa a produzir mecanismos de defesa com o a finalidade de deslocar o trauma, a dificuldade e/ou “ameaça” psíquica para o corpo, produzindo muitas vezes as doenças psicossomáticas.

Ter uma doença psicossomática não significa que a dor e a enfermidade não existam. Pelo contrário, a pessoa realmente está em sofrimento, sente as dores, observa as feridas, as marcas, queda do seu cabelo ou dos pelos de seu corpo, e mesmo não tendo sido diagnosticada uma causa biológica ou orgânica, a pessoa sabe que há algo errado consigo e isso gera muito sofrimento.

A somatização funciona como uma válvula de escape para emoções e sentimentos com os quais o sujeito não consegue lidar, ou seja, o corpo fala aquilo que a mente não consegue elaborar.

Quando as defesas psíquicas não conseguem dissipar os conflitos gerados, sem que ocorra uma descompensação neurótica ou psicótica, surge a doença somática como: Doenças dermatológicas (pele, manchas), respiratórias (asma), cardiológicas, hipertensão arterial, obesidade, gastrite, úlceras, alergias, transtornos sexuais femininos e masculinos, enxaqueca, fibromialgia, síndrome do intestino irritável, síndrome da fadiga crônica, dentre outras.

Fundamentalmente, a fase da vida onde ele ocorre (quanto mais cedo, maior o efeito negativo), a severidade do trauma, o tempo de exposição ao trauma e o número de eventos acontecidos vão determinar a severidade dos danos emocionais causados. Os traumas podem afetar o funcionamento cognitivo, a saúde física e as relações interpessoais.



Somos 100% responsáveis por tudo de ruim que acontece no nosso organismo.

Segundo  Louise L. Hay.:

                                 "Todas as doenças têm origem num estado de não-perdão".



Sempre que estamos doentes, necessitamos descobrir a quem precisamos perdoar.
Quando estamos empacados num certo ponto, significa que precisamos perdoar mais. Pesar, tristeza, raiva e vingança são sentimentos que vieram de um espaço onde não houve perdão. Perdoar dissolve o ressentimento.





A seguir, você vai conhecer uma relação de algumas doenças e suas prováveis causas, elaboradas pela psicóloga Louise. Reflita, vale à pena tentar evitá-las:
 
 
DOENÇAS
CAUSAS


AMIDALITE:
 Emoções reprimidas, criatividade sufocada.
ANOREXIA:
 Ódio ao externo de si mesmo.
APENDICITE:
 Medo da vida. Bloqueio do fluxo do que é bom.
ARTERIOSCLEROSE:
 Resistência. Recusa em ver o bem.
ARTRITE:
 Crítica conservada por longo tempo.
ASMA:
 Sentimento contido, choro reprimido.
BRONQUITE:
 Ambiente familiar inflamado. Gritos, discussões.
CÂNCER:
 Mágoa profunda, tristezas mantidas por muito tempo.
COLESTEROL:
 Medo de aceitar a alegria.
DERRAME:
 Resistência. Rejeição à vida.
DIABETES:
 Tristeza profunda.
DIARRÉIA:
 Medo, rejeição, fuga.
DOR DE CABEÇA:
 Autocrítica, falta de autovalorização.
DOR NOS JOELHOS:
 Medo de recomeçar, medo de seguir em frente.
ENXAQUECA:
 Raiva reprimida. Pessoa perfeccionista.
FIBROMAS:
 Alimentar mágoas causadas pelo parceiro(a).
FRIGIDEZ:
 Medo. Negação do prazer.
GASTRITE:
 Incerteza profunda. Sensação de condenação.
 HEMORRÓIDAS:
 Medo de prazos determinados. Raiva do passado.
HEPATITE:
 Raiva, ódio. Resistência a mudanças.
INSÔNIA:
 Medo, culpa.
LABIRINTITE:
 Medo de não estar no controle.
MENINGITE:
 Tumulto interior. Falta de apoio.
NÓDULOS:
 Ressentimento, frustração. Ego ferido.
PELE (ACNE):
 Individualidade ameaçada. Não aceitar a si mesmo.
PNEUMONIA:
 Desespero. Cansaço da vida.
PRESSÃO ALTA:
 Problema emocional duradouro não resolvido.
 PRESSÃO BAIXA:
 Falta de amor quando criança. Derrotismo.
PRISÃO DE VENTRE:
 Preso ao passado. Medo de não ter dinheiro suficiente.
PULMÕES:
 Medo de absorver a vida.
QUISTOS:
 Alimentar mágoa. Falsa evolução.
RESFRIADOS:
 Confusão mental, desordem, mágoas.
REUMATISMO:
 Sentir-se vitima. Falta de amor. Amargura.
RINITE ALÉRGICA:
 Congestão emocional. Culpa, crença em perseguição.
RINS:
 Medo da crítica, do fracasso, desapontamento.
SINUSITE:
 Irritação com pessoa próxima.
TIREÓIDE:
 Humilhação.
TUMORES:
 Alimentar mágoas. Acumular remorsos.
ÚLCERAS:
 Medo. Crença de não ser bom o bastante.
VARIZES:
 Desencorajamento. Sentir-se sobrecarregado.


  Curioso não?



Por isso vamos tomar cuidado com os nosso sentimentos...
principalmente daqueles, que escondemos de nós. 





'Quem esconde os sentimentos, retarda o crescimento da Alma'
Pense nisso!!!



Leila Sl Ribeiro Uzum

MARCAS SUTIS DA VIDA



Esta semana assisti a um filme que me fez pensar na minha infância e na da maioria das pessoas. O filme chamava-se "Foca Dourada" e se referia à história de uma família que vivia em uma ilha longe de tudo que fizesse menção à palavra civilização, isolaram-se do mundo por dificuldade de convivência.

De tempos em tempos, iam até a cidade na busca de alimentos que trocavam por salmão que havia pescado. A cada ida à cidade tinham a confirmação que deviam viver isolados. A forma de viver das pessoas não condizia com seus princípios de vida, pois estas falavam determinadas coisas e agiam de maneira diferente.

Este casal tinha um filho e ali eram passados comportamentos rígidos do tipo: aqui só se mata o que se come; não há possibilidade de fazer mal a nenhum ser indefeso; o ser humano é no universo a criatura mais importante e merece atenção e respeito e acima de tudo muito amor. E assim viviam com suas lições diárias, onde o filho aprendia e tinha o pai como um herói, mas...
Tem sempre um mas... ali havia também um segredo por trás de toda aquela pregação e eis, então, a primeira marca que iria ser deixada na vida do filho.

O real motivo de morarem em tal ilha era a busca por uma "foca dourada" porque a pele valia muito. Matar esta foca e vender sua pele poderia representar uma vida segura para sempre.

Em um dia de tempestade, o filho se perde, pois uma ponte, a qual fazia uma ligação com uma parte de rochedos, rompe-se e o filho tentando outros caminhos não consegue voltar para casa. O casal se desespera durante toda a noite e, no dia seguinte, sai à procura do filho. O menino havia naquela noite terrível se abrigado em uma caverna e encontrado a tal "foca dourada" que a seu lado tivera um filhote.

No dia seguinte, o filho tenta ir em busca da família e já no encontro com os pais descreve entusiasmado o que ocorrera naquela noite. O pai olha para mãe que também sabia do segredo da busca pela "foca dourada" e pede ao filho que lhe mostre onde está a tal foca de pele dourada raríssima. Chegando ao local, o pai logo pega a arma para matar o animal; o filho desesperado impede o pai de matar o bicho e, em segundos, questiona tudo que o pai havia lhe ensinado. Você está indo contra tudo que me ensinou... que referência de vida posso ter? Você me disse que nunca poderíamos matar o que não fôssemos comer e você vai matá-la para fazer dinheiro. O pai espantado olha para o filho e lhe pergunta como ele sabia que a foca poderia render dinheiro. Ele responde, então, que ouvira comentarem na cidade e que conhecia toda a história da "foca dourada", mas que tinha certeza que, por tudo que havia aprendido, o pai agiria de maneira diferente.
No final, o pai acaba junto com o filho protegendo o animal do ataque de outros caçadores, mas quase que aqui se instalou uma marca na vida do filho, caso o pai tivesse matado o animal.

A grande maioria dos problemas de relacionamentos é provocada pelos sentimentos e pelos pensamentos ocultos em nosso subconsciente. Esses pensamentos e sentimentos não resolvidos provocam conflitos em sua vida e estes não permitem que você tenha um relacionamento saudável com outra pessoa. Todas as situações de rejeição, abandono, de dissonância entre verbo e ação, de objetivos não claramente definidos, precisam ser trazidos à luz da consciência. Em outras palavras, é necessário que você cure e elimine as marcas que a vida lhe deixou. Somente assim poderá tornar-se um ser pleno.

Essas marcas que a vida lhe deixou, ou bloqueios, como energeticamente chamamos, quando encarados, perdem a força. Mas, enquanto a pessoa está inconsciente da sua existência, eles detêm o controle e forçam a agir sob a sua influência, mesmo que ela não saiba o que está fazendo e por que. Neste exato momento de não reconhecimento, a negatividade se instala em sua vida, pois passa a crer que o problema é você!

Se neste momento, você se sente só ou em um relacionamento em conflito, tenha absoluta certeza que existe alguma marca em sua vida precisando ser eliminada para que você energeticamente passe a atrair pessoas e situações que possam lhe trazer alegria e felicidade.

A Psicanálise proporciona a eliminação de tais marcas e, por meio dela, nos libertamos para crescer psicologicamente e ser quem verdadeiramente nascemos para ser , vitoriosos.

Sempre que você se sentir triste pelo comportamento de alguém, tenha absoluta certeza que existe alguma marca ou bloqueio em você que precisa ser eliminado.

Este filme também me fez pensar no que recebemos em nossa infância, no bate papo que tive com um amigo de trabalho sobre Psicoembriologia porque, na grande maioria dos casos, as crianças muito raramente recebem suficiente amor maduro e bondade, para resistir aos traumas, eliminar as heranças genéticas e até sobreviveram aos abortos espontâneos, o primeiro teste da vida que ocorre entre o 4 e 5 mês de gestação.
As que sobreviverem com certeza terão mais probabilidades de manifestar a hereditariedade gravado no código genético, portanto continuaram a ansiar por afeto e aceitação durante toda a vida, chorando de maneira inconsciente pelo que não tiveram na infância.
Muitas das situações repetitivas que vivemos no campo afetivo se traduzem na tentativa de reproduzir situações da infância (ou da história de nossos antepassados) que tentamos corrigir.

Quando dois seres inteiros e maduros se encontram promovem uma fusão Divina, onde a satisfação, o êxtase e a felicidade se concretizam, criando novos valores e acima de tudo um crescimento espiritual pleno, onde não há espaço para o sofrimento.

ISSO SÓ OCORRE QUANDO EXISTE AMOR...SÓ ELE TRANSFORMA!

Leila Sl Ribeiro Uzum


terça-feira, 22 de novembro de 2011

MUDE!!!




“Somos feitos de hábitos,
Constituídos por pensamentos
Levados por julgamentos pessoais.
Este somos nós!”

Não queremos mudanças que nos tirem da zona de conforto,
Mesmo que a zona de conforto seja um lixo…
Tem gente que vive numa miséria tão grande e mesmo assim,
Se sente “abençoado” e “quase feliz”.

Quantas pessoas você conhece que vive num relacionamento horroroso?
Cercado (a) de brigas, violências, traições ou apatia geral.
Tem gente que aceita viver no mesmo teto com outra pessoa,
Sem ter um contato além de um “bom dia” ou “boa noite”,
Por comodismo, mesmo odiando a situação.
E não fazem nada para mudar.
Quantos vivem em empregos chatos, que pagam mal, que não tem futuro algum?
Quantos aceitam humilhações de outras pessoas gratuitamente?
Quantos aceitam migalhas que caem ao chão, quando poderiam se fartar?


Mas, por que de tudo isso, por que essa vida “meia-boca”?
Por que certos “templos” estão cheios de pedintes querendo milagres e dando suas ”ofertas” sem pensar?

Porque MUDAR DÓI, EXIGE ESFORÇO, EXIGE MAIS DO QUE VONTADE.
É até para mudar a sua cama de lugar é preciso ESFORÇO, e muitos não querem saber de esforços.

Muitos invejam aquele empresário muito rico com mais de 100 mil empregados, mas poucos, raros, topariam acordar a hora que ele acorda, dormir a hora que ele dorme, enfrentar as dificuldades de seu cargo todos os dias, passar meia hora na pele dele. Agora, o dinheiro dele, se vier sem esforço, quem sabe numa loteria, todos querem…

Então, vivemos de aceitar o “eu quero, mas não consigo”.
Ou: “eu já fiz de tudo, mas não posso parar de fumar, de beber, de fofocar, de perder tempo”…

ACORDA!
Antes que “a CORDA te enforque”. Pois o vício do fumo, da bebida, do sedentarismo, da glutonice, da volúpia, todos eles, MATAM! Consomem o melhor da sua vida, que é mais do que um fardo, é um PRESENTE. A sua vida é para ser vivida com alegria, com prazer, com dedicação.

Não somos feitos para o LIXO.
Mas, muitas vezes, aceitamos o lixo com nossas atitudes e transformamos o nosso espaço em Centro de Coleta de Lixo e todos, sem exceção, atiram-nos suas sacolas de LIXO, porque permitimos com nossos HÁBITOS, que assim o façam.

NÃO BOTE A CULPA DE NADA NA SUA VIDA EM ALGUÉM!
Tudo é sua PERMISSÃO.
A felicidade ou a dor,
a justiça ou injustiça,
a saúde ou a doença.

Para você entender de vez a sua capacidade de influir na sua vida, responda-me:
- Se você fizer exercícios e se alimentar bem todos os dias, como será o seu corpo daqui a um ano?

Vai, faz um esforço, responda mentalmente pelo menos como você estará daqui um ano com uma atitudes dessas, com esses cuidados?

MUDE!
Mude tudo o que te atrapalha, o que te incomoda, por maior que seja o esforço inicial.
Contemple o dia seguinte como um novo tempo, veja-se livre do cigarro, da bebida, da ”mala” que você carrega, do emprego chato que te faz ter taquicardia, da vida enfadonha e medonha que te espera todos os dias.

MUDE!



Só você sabe realmente onde dói, onde a sua dor é mais forte, o que realmente te incomoda.

Se mesmo, assim, depois de ler tudo isso, se ainda assim, achar a sua vida maravilhosa, ou acreditar que não pode vencer qualquer desafio, eu te peço mais uma reflexão:

- Você está dando o seu melhor pela vida?

Que você se encontre, não fique esperando um MILAGRE, mas faça ele acontecer através da sua atitude.

AUTOR: Paulo Roberto Gaefke

domingo, 6 de novembro de 2011

ACEITAÇÃO E REJEIÇÃO DETERMINANTES EMOCIONAIS




Como a criança não sabe o que é felicidade, facilmente identifica-a no divertimento, aquilo que a agrada e a distrai, os jogos que lhe povoam a imaginação.
É na infância que se fixam em profundidade os acontecimentos, aliás, desde antes, na vida intra-uterina, quando o ser faz-se participante do futuro grupo familiar no qual nascerá.
As impressões de aceitação como de rejeição se lhe esculpirão em profundidade, abençoando-o com amor e a segurança ou dilacerando-lhe o sistema emocional, que passará a sofrer os efeitos inconscientes da animosidade de que foi objeto.
Da mesma forma, os acontecimentos à sua volta, direcionados ou não à sua pessoa, exercerão preponderante influência na formação da sua personalidade, tornando-a jovial, extrovertida ou conflitada, depressiva, insegura, em razão do ambiente que lhe plasmou o comportamento.
Essas marcas acompanhá-la-ão até a idade adulta, definindo-lhe a maneira de viver. Tornam-se feridas, quando de natureza perturbadora, que mesmo ao serem cicatrizadas, deixam sinais que somente uma terapia muito cuidadosa consegue anular.
Certamente, essa ocorrência tem lugar com aqueles que se vêm impelidos ao renascimento para reparar pesados compromissos infelizes, retornando ao seio das suas anteriores vitimas que agora os rechaçam, o que é injustificável.
A benção de um filho constitui significativa conquista do ser humano, que se deve utilizar do ensejo para crescer e desenvolver os sentimentos superiores da abnegação e do amor.
Na raiz de muitos conflitos e desequilíbrios juvenis, adultos, e até mesmo ressumando na velhice, as distonias tiveram origem - efeito de causa transada - no período da gestação, posteriormente na infância, quando a figura da mãe dominadora e castradora, assim como do pai negligente, indiferente ou violento, frustrou os anseios de liberdade e de felicidade do ser.
Todos nascem para ser livres e felizes. No entanto, pessoas emocionalmente enfermas, ante o próprio fracasso, transferem para os filhos aquilo que gostariam de conseguir, suas culpas e incapacidades, quando não descarregam todo o insucesso ou insegurança naqueles que vivem sob sua dependência.
Esse infeliz recurso fere o cerne da criança, que se faz pusilânime, a fim de sobreviver ou leva-a a refugiar-se no ensimesmamento, na melancolia,, sentindo-se vazia de afeto e objetivo de vida. Com o tempo, essas feridas pululam, impelindo a atitudes exóticas, a comportamentos instáveis, às fugas para o fumo, a droga, o álcool ou as diversões violentas, mediante as quais extravasam o ressentimento acumulado, ou mergulham no anestésico perigoso da depressão com altos reflexos na conduta sexual, incompleta, insatisfeita, alienadora...
A sociedade terá que atender à infância através de mecanismos próprios, preenchendo os espaços deixados pela ausência do amor na família, na educação escolar, na convivência do grupo, nas oportunidades de desenvolvimento e de auto-afirmação de cada qual.
Para tal mister, torna-se necessário o equilíbrio do adulto, educador formal, que pode funcionar como psicoterapeuta, orientando-o para a compreensão dos valores existenciais e das finalidades da vida.
A compreensão dos direitos alheios e dos próprios deveres, o contributo da fraternidade, a segurança afetiva, a harmonia interior, a compaixão, a lealdade se instalaram no ser, cicatrizando as feridas, à medida que o meio ambiente se transforme para melhor e o afeto dos outros, sincero quão desinteressado, substitua a indiferença habitual.
Qualquer ferida emocional cicatrizada pode reabrir-se de um para outro momento, porquanto não erradicada a causa desencadeadora, os tecidos psicológicos estarão muito frágeis, rompendo-se com facilidade, pela falta de resistência aos impactos enfrentados.
A questão da felicidade, por isso mesmo, é muito relativa. Se a felicidade são os divertimentos, ou é o prazer, eis de fácil aquisição. No entanto, se está radicada na plenitude, muito complexa é a engrenagem que a aciona.
De certo modo, ela somente se expressa em totalidade, quando o artista conclui a obra a que se entrega, o santo ao ministério de amor a que se devota, o cientista realiza a pesquisa exitosa, o pensador atinge com a sua mensagem o mundo que o aguarda, o cidadão comum se sente em paz consigo mesmo... O dar-se, a que se refere o Evangelho, certamente é a melhor metodologia para alcançar-se essa ventura que harmoniza e plenifica.
Toda vez, portanto, que alguém sinta incompletude, insegurança, seja visitado pelos sentimentos inquietadores da insegurança, do medo, da raiva e da inveja injustificáveis, exceção feita aos estados patológicos profundos, as feridas da infância estão ainda abertas ou reabrindo-se, e necessitando com urgência de cicatrização.


sábado, 24 de setembro de 2011




Este texto teve origem no questionamento de um amigo, faz alguns dias, mas só hoje me coloquei a refletir para responder, achei  ele  interessante, por isso resolvi postá-lo aqui, quem sabe pode esclarecer a mente de muitos  que vivem angustiados e estressados com o sistema trabalha, compra e descarta, impostos pelo consumismo dos nossos dias...

A vida é assim, podemos analisar o mundo, o ser ou a sociedade como fruto dos pensamentos oriundos dos mecanismos inconscientes; ou como frutos do inconsciente coletivo agindo sobre as pessoas, guiados pela mão invisível do sistema econômico em que vivemos.
A verdade é que tudo tem origem em uma ansiedade interna, uma angustia que precisa ser acalmada, uma válvula de escape que precisa ser encontrada.
Nunca pensamos em libertação, nunca pensamos que essa angustia é nosso impulso de morte, e assim temos a compulsão como um mecanismo de defesa, que nos leva a falsa ilusão de possuir a vida.
Essa angustia que está em todos os corações, nasce do medo de não saber de onde viemos, para onde vamos, quem somos e do que trata a vida.
Buscamos freneticamente descobrir o sentido da vida, num desespero sem fim, e ela me parece tão fútil, porque fazemos tantas coisas repetidamente sem saber para quê?
Percebo que as pessoas sentem-se como se fossem um mero acidente, sem uma experiência de significação, pois viver dessa forma, é viver angustiadamente!
Sentimos que dia a dia vamos morrendo, é como se corrêssemos atrás de uma bexiga e nunca a alcançássemos, pois o vento da pressa a afasta de nós.
Assim, não temos tempo, somos engolidos pelo excesso de afazeres, a fim de suprir as necessidades do ter, pois não compreendemos que na verdade essas necessidades são de ser... Geralmente, de ser aceitos, de fazer parte do meio de se sentir importante e por isso amado.
Não foi atoa, que o mestre veio ao mundo trazer a mensagem do  amor, que até hoje não se perpetuou, devido o individualismo alimentado pelo sistema capitalista do ter, que cega pessoas  e impede o indivíduo de encontrar a luz do ser.
Então fogem  de si mesmos, não querem pensar em muitas coisas, principalmente do bicho papão que se esconde dentro do próprio ser...Fogem do bicho imaginário criado pelas crenças erradas, pelos castigos recíprocos e das culpas que dão a sensação de não merecer a vida como presente.
Todos tentam esconder a raiva, o ódio, o ciúme e a inveja, não conseguem ter olhos bons para esses sentimentos, que também nos fazem viver, pois se direcionados para o bem,  irão   impulsionar  a construção, a mudança e as transformações.
Então o ser foge do confronto, cria mecanismos de defesa constantemente, e esta fuga com certeza se manifesta nesse estresse maluco alimentado por um sistema criado pelo homem que o afasta cada vez mais da essência do seu ser.
Permanecer ocupado é fugir de si mesmo, pois fazer nada faz com que a energia subitamente mova-se para dentro de si, então encontrar algo para fazer  o mantém fora, longe do contato com o desconhecido que mora no escuro de si mesmo.
Portanto este é um mecanismo de Defesa que mantém o ser preso,  nas coisas supérfluas do mundo, pois o interior o assusta, e há  uma fuga sem fim, até o dia final... Que se prolongará pela eternidade se não tomar a coragem de iniciar a maior viagem, que podemos fazer a de ir para dentro de si.
O descanso é uma meditação, mas as pessoas se mantém ocupadas e gastam o tempo de vida que tem, por preguiça, vaidade ou ilusão.
Por isso vejo que o mundo está hipnotizado pelo material e visual,  que provoca a sensação falsa de ser importante, de existir e assim de expressar poder numa oportunidade ambiciosa  de tentar ser  Deus,  e assim determinar o amanhã.
É claro que esta análise ainda é superficial poderia gerar uma tese, mas dá uma compreensão de que a angustia do nascimento que carregaremos conosco até os últimos dias de nossas vidas  é responsável pelas formas e maneiras de viver que encontramos.
Assim há um conflito entre espírito e matéria, uma guerra que precisa da alma para apaziguar-se  no encontro consigo mesmo e com Deus, encontro este  que proporciona o ser a gerar vida e vida em abundância.
Um fato que arranca as grades dos olhos, para  que se possa enxergar o bem em tudo e assim viver em harmonia, sem tantos impulsos de morte, mas com muitos impulsos de vida, que constroem a beleza e dão ao indivíduo o maior bem que  ele pode  ter...” A LIBERDADE.”
Esta só é possível quando estamos inteiros para também assumir a responsabilidade de ser livre e ser perspectivo em relação à vida, afinal nada é imutável e a mudança é necessária para o aperfeiçoamento do ser através da experiência que objetiva revelar o AMOR , então será que estamos dispostos a expressar o AMOR?

Por : Leila Sl Ribeiro Uzum

sexta-feira, 27 de maio de 2011

VENCENDO O EGO





1. Pare de se sentir ofendido.

O comportamento de outras pessoas não é motivo para se sentir imobilizado. Existe a ofensa apenas quando você se enfraquece. Se procurar por situações que o aborreça, as encontrará em cada esquina. É o ego no controle convencendo você que o mundo não deveria ser do jeito que é. Mas é possível tornar-se um observador da vida e alinhar-se com o Espírito da Criação universal. Não se alcança o poder da intenção sentindo-se ofendido. Procure erradicar, de todas as formas possíveis, os horrores do mundo que emanam da identificação maciça do ego, e esteja em paz. Assim como nos lembra o Curso em Milagres a paz está em Deus e você que é parte Dele só retorna ao lar em Sua paz. O Ser está em Deus e você que é parte Dele só retorna ao lar em Sua paz. Ficar ofendido cria o mesmo tipo de energia destrutiva que a princípio o feriu, e leva a agressão, ao contra-ataque e a guerra.

2. Abandone o querer vencer.

O ego adora nos dividir entre ganhadores e perdedores. A busca pela vitória é a forma infalível de evitar o contato consciente com a intenção. Por quê? Porque basicamente é impossível vencer sempre. Algumas pessoas serão mais rápidas, mais sortudas, mais jovens, mais fortes e mais espertas que você e acabará se sentindo insignificante e sem valor diante delas. Você não se resume as suas conquistas e vitórias. Uma coisa é gostar de competir e se divertir num mundo onde vencer é tudo, mas não precisa ser assim em seus pensamentos. Não há perdedores num mundo onde todos compartilham da mesma fonte de energia. Só se pode afirmar que, em determinado dia, sua atuação esteve num certo nível comparada a outras. Mas cada dia é diferente, com outros competidores e novas situações a serem consideradas. Você continua sendo a infinita presença num corpo que está a cada dia ou a cada década, mais velho. Pare com essa necessidade de vencer, não aceite o conceito de que o contrário de vencer é perder. Esse é o medo do ego. Se seu corpo não está respondendo de forma vencedora, não importa, significa que você não está se identificando unicamente com seu ego. Seja um observador, perceba e aprecie tudo sem a necessidade de ganhar um troféu. Esteja em paz e alinhe-se com a energia da intenção. De forma inusitada, as vitórias aparecerão mais em seu caminho quanto menos as desejá-las.

3. Abandone o querer estar certo.
O ego é a raiz de muitos conflitos e desavenças porque o impulsiona julgar as pessoas como erradas. Quando a pessoa é hostil, houve uma desconexão com o poder da intenção. O Espírito de Criação é generoso, amoroso e receptivo; e livre de raiva, ressentimento ou amargura. Cessar a necessidade de ter razão nas discussões e nos relacionamentos é como dizer ao ego; "Não sou seu escravo. Quero me tornar generoso. Quero rejeitar a necessidade de ter razão". Dê a oportunidade de se sentir bem dizendo a outra pessoa que ela está certa, e agradeça-a por lhe direcionar ao caminho da verdade". Ao deixar de querer ter razão, você fortalece a conexão com o poder da intenção. Mas fique atento, pois o ego é um combatente determinado. Tenho visto pessoas terminarem lindos relacionamentos por apego a necessidade de estarem certas. Preste atenção à vontade controlada pelo ego. Quando estiver no meio de uma discussão, pergunte a si mesmo; "Quero estar certo ou ser feliz?" Ao optar por ser feliz, amoroso e predisposto espiritualmente, a conexão com a intenção se fortalecerá. Esses momentos expandem novas conexões com o poder da intenção. A Fonte universal começará a colaborar com você para uma vida criativa ao qual foi predestinado a viver.

4. Abandone o querer ser superior.

A verdadeira nobreza não é uma questão de ser melhor que os outros. É uma questão de ser melhor ao que você era. Concentre-se em seu crescimento, consciente de que ninguém neste planeta é melhor que ninguém. Todos nós emanamos da mesma força de vida criadora. Todos temos a missão de realizar nossa pretendida essência, tudo que precisamos para cumprir nosso destino está ao nosso alcance. Mas nada é possível quando nos sentimos superiores aos outros. É um velho ditado e, todavia, verdadeiro: somos todos iguais aos olhos de Deus. Abandone a necessidade de sentir-se superior, perceba a expansão de Deus em cada um. Não julgue as pessoas pelas aparências, conquistas, posses e outros índices do ego. Ao projetar sentimentos de superioridade retorna a você sentimentos de ressentimentos e até hostilidade. Esses sentimentos são veículos que os levam para longe da intenção. O Curso em Milagres aborda essa necessidade de se sentir especial e superior. A distinção sempre leva a comparações. Baseia-se na falta vista no outro, e se mantém pela procura e ostentação das falhas percebidas.

5. Deixe de querer ter mais.

O mantra do ego é "mais". Ele nunca está satisfeito. Não importa o quanto conquistou ou conseguiu, o ego insiste que ainda não é o suficiente. Ele põe você num estado perpétuo de busca e elimina a possibilidade de chegada. Na realidade, você já está lá e a forma que opta para usar esse momento presente da vida é uma escolha. Ao cessar essa necessidade por mais, as coisas que mais deseja começam a chegar até você. Sem o apego da posse, fica mais fácil compartilhar com os outros. Você percebe o pouco que precisa para estar satisfeito e em paz. A Fonte universal é feliz nela mesma, expande-se e cria vida nova constantemente. Nunca obstrui suas criações por razões egoístas. Cria e deixa ir. Ao cessar a necessidade do ego de ter mais, você se unifica com a Fonte. Como um apreciador de tudo que aparece, aprende a lição poderosa de São Francisco de Assis: "É dando que se recebe". Ao permitir que a abundância lhe banhe, você se alinha com a Fonte e deixa essa energia fluir.

6. Abandone a ideia de você baseado em seus feitos.
É um conceito difícil quando se acredita que a pessoa é o que ela realiza. Deus compõe todas as músicas. Deus contrói todos os prédios. Deus é a fonte de todas as realizações. Posso ouvir os egos protestando em alto e bom som. Mas, vá se afinizando com essa ideia. Tudo emana da Fonte! Você e a Fonte são um só! Você não é esse corpo ou os seus feitos. Você é um observador. Veja tudo ao seu redor e seja grato pelas habilidades acumuladas. Todo crédito pertence ao poder da intenção, o qual lhe fez existir e do qual você é uma parte materializada. Quanto menos atribuir a si mesmo suas realizações, mais conectado estará com as sete faces da intenção, mais livre será para realizar e muito aparecerá em seu caminho. Quando nos apegamos às realizações e acreditamos que as conseguimos sozinhos abandonamos a paz e a gratidão à Fonte.

7. Deixe sua reputação de lado.
Sua reputação não está localizada em você. Ela reside na mente dos outros. Você não tem controle algum sobre isso. Ao falar para 30 pessoas, terá 30 imagens. Conectar-se com a intenção significa ouvir o coração e direcionar sua vida baseado no que a voz interior lhe diz. Esse é o seu propósito aqui. Ao preocupar-se demasiadamente em como está sendo visto pelos outros, mostra que seu eu está desconectado com a intenção e está sendo guiando pelas opiniões alheias. É o seu ego no controle. É uma ilusão que se levanta entre você e o poder da intenção. Não há nada a fazer, a não ser que você se desconecte da fonte de poder convencido de que seu propósito é provar o quão poderoso e superior é, desperdiçando sua energia na tentativa de obter uma reputação maior entre outros egos. Faça o que fizer, guie-se sempre pela voz interior conectada e seja grato à Fonte. Atenha-se ao propósito, desapegue-se dos resultados e assuma a responsabilidade do que reside dentro de você: seu caráter. Deixe os outros discutirem sobre a sua reputação, isso não interessa. Ou como o título de um livro diz: O que você pensa não me diz respeito!